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Fotobiomodulação (laser de baixa potência) em BH

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Por Dr. Igor Reggiani — Coloproctologista | CRM-MG 76603 | RQE 68974 · Página revisada em outubro/2026

Dr. Igor Reggiani — CRM-MG 76603 · RQE 68974 Consultório em Mangabeiras, BH

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A fotobiomodulação, também chamada de laser de baixa potência, usa luz em comprimentos de onda específicos para modular a inflamação e a reparação dos tecidos. No consultório, o Dr. Igor Reggiani a utiliza como tratamento complementar na fissura anal e na cicatrização de feridas após cirurgias proctológicas. A indicação depende de avaliação médica.

A fotobiomodulação não substitui o tratamento indicado — cuidados com o intestino, pomadas, toxina botulínica ou cirurgia.

O que é a fotobiomodulação

“Fotobiomodulação” é o nome adotado em consenso internacional para a terapia antes chamada de laser de baixa potência (low-level laser therapy)1. É o uso terapêutico de luz vermelha ou infravermelha, absorvida pelas células, que desencadeia reações biológicas sem aquecer nem lesar o tecido — e não é radiação ionizante, como a do raio X2.

Como a luz age nas células

A luz é absorvida principalmente nas mitocôndrias, que produzem a energia da célula. Em estudos de laboratório e em animais, esse estímulo aumenta a produção de energia, reduz substâncias inflamatórias e favorece as células que participam da cicatrização3,4. O efeito depende da dose: doses baixas estimulam e doses altas podem inibir. Por isso, os parâmetros de aplicação são definidos com critério2,5,6.

Diferença para o laser CO2 cirúrgico

O laser de alta potência, como o CO2, é um instrumento cirúrgico7, usado, por exemplo, na cirurgia de fissura anal a laser e no tratamento de hemorroidas e plicomas com laser CO2. A fotobiomodulação usa potência muito menor e tem outro objetivo:

Aspecto Fotobiomodulação (baixa potência) Laser CO2 (alta potência)
Objetivo Modular inflamação e reparação Cortar, vaporizar ou coagular
Efeito no tecido Não corta nem queima Corta e coagula
Local Consultório, sem anestesia Centro cirúrgico, com anestesia
Papel Complementar Tratamento cirúrgico

Quando pode ser indicada

Fissura anal: como complemento

A base do tratamento da fissura anal continua sendo o cuidado com o intestino, os banhos de assento e as pomadas; nos casos crônicos, podem ser indicadas a toxina botulínica ou a cirurgia (veja o tratamento da fissura anal). A fotobiomodulação pode ser associada às medidas clínicas ou à toxina botulínica, como complemento, para contribuir para o controle da inflamação e para a cicatrização. Até esta revisão, não foram localizados estudos que tenham avaliado especificamente a combinação com a toxina; quando associadas, a toxina segue como o tratamento principal.

Cicatrização após cirurgia proctológica

Após cirurgias como a hemorroidectomia, as feridas da região anal podem levar algumas semanas para cicatrizar (veja a recuperação da cirurgia de hemorroidas). A fotobiomodulação pode apoiar a cicatrização, junto com os cuidados habituais do pós-operatório. Para outras feridas, como as da cirurgia de cisto pilonidal, os estudos ainda são muito iniciais.

Como é uma sessão

  1. Avaliação — consulta com exame proctológico para confirmar o diagnóstico e definir se há indicação.
  2. Aplicação — a luz é aplicada em pontos sobre a região, por poucos minutos, sem corte, agulha ou anestesia e com óculos de proteção; em geral, a aplicação é bem tolerada.
  3. Depois — não é preciso repouso; a rotina segue normalmente.
  4. Número de sessões — definido caso a caso. Nos estudos com fissura anal que descrevem o protocolo, foram de 3 a 6 aplicações, com intervalos de 1 a 7 dias8,9.

O que dizem os estudos

A fotobiomodulação tem evidência consolidada em algumas áreas, como a prevenção da mucosite oral em pacientes com câncer10. Na coloproctologia, os estudos ainda são poucos e pequenos:

Em resumo: há resultados iniciais favoráveis, mas a evidência ainda é limitada — por isso, a fotobiomodulação é oferecida como complemento, e não como substituta de um tratamento consagrado.

Limitações

Quem não deve fazer e cuidados

Avaliação no consultório em BH

Atendimento particular na Gontijo Especialidades Médicas (Av. dos Bandeirantes, 1412 — Mangabeiras, BH). As sessões são feitas no próprio consultório, após avaliação, em número definido caso a caso.

Ver todas as opções de tratamento da fissura anal

Perguntas frequentes

Fotobiomodulação é a mesma coisa que laser de baixa potência?
Sim. Fotobiomodulação é o nome atual da terapia com laser de baixa potência. A luz é absorvida pelas células e modula a inflamação e a reparação dos tecidos, sem cortar nem queimar.
A fotobiomodulação substitui a pomada, a toxina botulínica ou a cirurgia na fissura anal?
Não. Ela é um complemento. A base do tratamento continua sendo o cuidado com o intestino, as pomadas e, quando indicadas, a toxina botulínica ou a cirurgia.
A sessão de fotobiomodulação dói? Precisa de anestesia?
A aplicação não envolve corte, agulha ou anestesia e, em geral, é bem tolerada. Dura poucos minutos e é feita com óculos de proteção.
A fotobiomodulação ajuda na cicatrização após a cirurgia de hemorroidas?
Pode ser usada como apoio aos cuidados do pós-operatório, sem substituí-los. Um ensaio randomizado com 86 pacientes observou mais feridas cicatrizadas aos 30 dias e menos dor com o laser, resultado que ainda precisa ser confirmado.
Quem não deve fazer fotobiomodulação?
Não se aplica sobre tumor ativo ou lesão sem diagnóstico, e a luz não deve atingir os olhos. Na gestação, por falta de estudos de segurança, a aplicação costuma ser evitada.

Agendar consulta de avaliação

A indicação depende de avaliação médica: o exame define o tratamento principal e se vale associar a fotobiomodulação.

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Dr. Igor Reggiani

Coloproctologista · CRM-MG 76603 · RQE 68040 (Cirurgia Geral) · RQE 68974 (Coloproctologia)
Título de Especialista pela SBCP e pelo CBC · Preceptor de Residência Médica no Hospital da Baleia · Sobre o médico

Referências

  1. Anders JJ, Lanzafame RJ, Arany PR. Low-level light/laser therapy versus photobiomodulation therapy. Photomed Laser Surg. 2015;33(4):183-4. doi:10.1089/pho.2015.9848 Editorial sobre a nomenclatura
  2. Zecha JA, Raber-Durlacher JE, Nair RG, et al. Low level laser therapy/photobiomodulation in the management of side effects of chemoradiation therapy in head and neck cancer: part 1: mechanisms of action, dosimetric, and safety considerations. Support Care Cancer. 2016;24(6):2781-92. doi:10.1007/s00520-016-3152-z Revisão narrativa: mecanismos, dose e segurança
  3. Hamblin MR. Mechanisms and applications of the anti-inflammatory effects of photobiomodulation. AIMS Biophys. 2017;4(3):337-361. doi:10.3934/biophy.2017.3.337 Revisão sobre mecanismos
  4. Bjordal JM, Johnson MI, Iversen V, Aimbire F, Lopes-Martins RA. Low-level laser therapy in acute pain: a systematic review of possible mechanisms of action and clinical effects in randomized placebo-controlled trials. Photomed Laser Surg. 2006;24(2):158-68. doi:10.1089/pho.2006.24.158 Revisão sistemática (dor aguda)
  5. Huang YY, Chen AC, Carroll JD, Hamblin MR. Biphasic dose response in low level light therapy. Dose Response. 2009;7(4):358-83. doi:10.2203/dose-response.09-027.Hamblin Revisão sobre dose
  6. Andrade FSSD, Clark RMO, Ferreira ML. Effects of low-level laser therapy on wound healing. Rev Col Bras Cir. 2014;41(2):129-33. doi:10.1590/s0100-69912014000200010 Revisão (cicatrização de feridas)
  7. Sobrado LF, Sobrado CW. Laser in Proctology: Science, Myths, and Marketing. J Coloproctol (Rio J). 2024;44(4):e223-e224. doi:10.1055/s-0044-1800888 Editorial (Journal of Coloproctology)
  8. Santana L, Teles A, Pinheiro B, et al. Use of phototherapy in the treatment of anal fissure: preliminary data. Abstract 564. International Continence Society (ICS) Annual Meeting; 2022. www.ics.org/2022/abstract/564 Resumo de congresso; 10 pacientes; sem grupo controle
  9. Garcia CEA, Schuster M, Gotardo P, et al. Resultados do tratamento conservador e fisioterápico em pacientes portadoras de fissura anal crônica. J Coloproctol (Rio J). 2023;43(Supl. 1). doi:10.1055/s-0044-1781205 Resumo de congresso; 109 pacientes; sem grupo controle
  10. Robijns J, Nair RG, Lodewijckx J, et al. Photobiomodulation therapy in management of cancer therapy-induced side effects: WALT position paper 2022. Front Oncol. 2022;12:927685. doi:10.3389/fonc.2022.927685 Posicionamento da WALT
  11. Cordeiro Time SC, Buffara Blitzkow AC, Paz de Oliveira FD, et al. High-Intensity Laser Therapy - An Option for Managing the Pain in Anal Fissures. J Lasers Med Sci. 2024;15:e52. doi:10.34172/jlms.2024.52 Estudo retrospectivo; 38 pacientes; laser de alta potência + fotobiomodulação
  12. Magomedova SG, Vyshegorodtsev DV, Vardanyan AV, et al. Laser therapy for wounds after open hemorrhoidectomy (a single-center prospective randomized study). Koloproktologia. 2025;24(4):81-91. doi:10.33878/10.33878/2073-7556-2025-24-4-81-91 Ensaio randomizado; 86 pacientes; artigo em russo
  13. Liu J, Gopal V, Ellis B, Ray I, Pappu S, Jan YK. Effects of Near Infrared Light on Surgical Wound Healing: A Systematic Review and Meta-Analysis. Int Wound J. 2026;23(2):e70841. doi:10.1111/iwj.70841 Revisão sistemática e meta-análise; 56 ensaios
  14. Alayat MS, Sroge RA, Alshiakh FM, et al. The Effectiveness of Photobiomodulation Therapy on Perineal Pain and Wound Healing After Episiotomy - A Systematic Review and Meta-Analysis. J Clin Med. 2026;15(3):964. doi:10.3390/jcm15030964 Revisão sistemática e meta-análise (episiotomia)
  15. Beleza ACS, Jorge CH, Liebano RE, et al. Electrophysical resources for the treatment of acute perineal pain after vaginal delivery: A systematic review with meta-analysis. J Pain. 2026;40:106205. doi:10.1016/j.jpain.2026.106205 Revisão sistemática e meta-análise (dor perineal pós-parto)
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Busca nas bases PubMed e Crossref em outubro de 2026. Resumos de congresso não passam pela mesma revisão de um artigo completo e devem ser lidos com cautela.