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Por Dr. Igor Reggiani — Coloproctologista | CRM-MG 76603 | RQE 68974

Página revisada em agosto/2026 · Ver formação e publicações

Câncer Colorretal: prevenção e tratamento em BH

Dr. Igor Reggiani Belo Horizonte Prevenção e Cirurgia

O câncer colorretal é o 2º mais frequente em homens e mulheres no Brasil, com mais de 45 mil novos casos por ano. Porém, é um dos cânceres mais preveníveis: quando detectado em fase inicial, a taxa de cura ultrapassa 90%.

A colonoscopia salva vidas

A maioria dos cânceres colorretais começa como um pólipo benigno que leva 10-15 anos para se tornar câncer. A colonoscopia encontra e remove esses pólipos, interrompendo o processo antes que o câncer se desenvolva.

Quem deve fazer rastreamento?

Sinais de alerta: sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal, fezes mais finas, perda de peso inexplicada, anemia sem causa, dor abdominal persistente.

Tratamento

O tratamento principal é a cirurgia para remoção do segmento afetado do intestino (colectomia), podendo ser complementado com quimioterapia e/ou radioterapia conforme o estadiamento.

Cirurgia videolaparoscópica

Quando o estadiamento permite, a colectomia é realizada por videolaparoscopia — uma técnica minimamente invasiva em que pequenas incisões substituem o corte abdominal convencional. Por meio de uma câmera e instrumentos especiais introduzidos por essas incisões, o cirurgião remove o segmento do intestino com a mesma precisão da cirurgia aberta, mas com recuperação significativamente mais rápida, menor dor no pós-operatório e retorno mais precoce às atividades, sem comprometer os resultados oncológicos.

O Dr. Igor Reggiani é cirurgião colorretal titulado pelo CBC e SBCP, com formação em cirurgia geral e coloproctologia, e experiência em cirurgias oncológicas videolaparoscópicas do cólon e reto.

Fatores de risco

Câncer de cólon ou câncer de reto: qual a diferença?

O termo câncer colorretal abrange dois tipos distintos com abordagens diferentes:

A cirurgia para o câncer de reto exige técnica especializada: a Excisão Total do Mesorreto (TME), padrão internacional que remove o tumor junto com o envelope de gordura que o envolve, reduzindo drasticamente o risco de recidiva local.

Estadiamento do câncer colorretal

O estadiamento determina o quanto o tumor se espalhou e orienta o tratamento:

Estágios I a IV

  • Estágio I — Tumor limitado à parede do intestino, sem linfonodos comprometidos. Cirurgia curativa na maioria dos casos. Taxa de cura > 90%.
  • Estágio II — Tumor atravessa a parede intestinal, mas sem linfonodos. Cirurgia curativa. Quimioterapia adjuvante em casos de alto risco.
  • Estágio III — Linfonodos regionais comprometidos. Cirurgia seguida de quimioterapia adjuvante (FOLFOX ou CAPOX). Taxa de cura 40–80% conforme o número de linfonodos.
  • Estágio IV — Metástases à distância (fígado, pulmão). Tratamento multimodal: quimioterapia sistêmica, cirurgia das metástases em casos selecionados, terapia-alvo. Sobrevida em 5 anos melhorou significativamente com os protocolos modernos.

Tratamento por estágio

Cirurgia — colectomia videolaparoscópica

Para os estágios I, II e III (e IV em casos selecionados), a cirurgia é o tratamento principal. A colectomia videolaparoscópica remove o segmento do intestino comprometido — junto com os linfonodos regionais — por meio de 3 a 5 pequenas incisões de menos de 1 cm. Os resultados oncológicos são equivalentes à cirurgia aberta, mas com:

Quimioterapia e radioterapia

Nos estágios II de alto risco e estágio III de cólon, a quimioterapia adjuvante (pós-operatória) reduz o risco de recidiva. Para o câncer de reto localmente avançado (T3/T4 ou N+), a neoadjuvância com radioterapia + quimioterapia é realizada antes da cirurgia para reduzir o tumor e aumentar a possibilidade de preservação do esfíncter.

Experiência certificada: O Dr. Igor Reggiani é Cirurgião Colorretal titulado pelo CBC e SBCP com formação específica em cirurgia oncológica do cólon e reto, incluindo a técnica de Excisão Total do Mesorreto (TME). É também preceptor da residência médica de cirurgia geral no Hospital da Baleia, BH — o maior diferencial de autoridade clínica da sua especialidade.

Recuperação pós-operatória

Na cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica), a recuperação é progressiva:

Nos primeiros meses, podem ocorrer alterações no hábito intestinal — maior frequência, urgência ou evacuações amolecidas — especialmente após cirurgias do reto. Esses sintomas tendem a melhorar progressivamente ao longo de 6 a 12 meses.

Local de atendimento

O Dr. Igor Reggiani atende em Belo Horizonte — Gontijo Especialidades Médicas, Av. dos Bandeirantes, 1412 - Mangabeiras. Cirurgias oncológicas são realizadas no Hospital Mater Dei, Hospital Orizonti, Hospital São Lucas e Hospital da Baleia.

Perguntas frequentes sobre câncer colorretal

Câncer colorretal tem cura?
Sim. Quando detectado em fase inicial (estágio I ou II), a taxa de cura ultrapassa 90%. Por isso, o rastreamento preventivo com colonoscopia a partir dos 45 anos é fundamental — a maioria dos cânceres começa como um pólipo benigno que pode ser removido antes de se tornar maligno.
A partir de que idade devo fazer colonoscopia para prevenir câncer?
A partir dos 45 anos para toda a população, mesmo sem sintomas. Se houver histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos, o rastreamento deve começar 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado. Portadores de doenças inflamatórias intestinais também devem iniciar mais cedo.
Quais são os sinais de alerta para câncer colorretal?
Os principais sinais de alerta são: sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro), mudança persistente no hábito intestinal (diarreia ou constipação por mais de 4 semanas), fezes mais finas, perda de peso inexplicada, anemia sem causa aparente e dor abdominal persistente. Esses sintomas não confirmam câncer, mas exigem avaliação médica.
Como a colonoscopia previne o câncer colorretal?
A maioria dos cânceres colorretais começa como um pólipo benigno que leva 10 a 15 anos para se tornar maligno. Durante a colonoscopia, o médico pode encontrar e remover esses pólipos no mesmo procedimento — interrompendo o processo antes do câncer se desenvolver. Uma colonoscopia normal tem validade de 10 anos.
Qual a diferença entre câncer de cólon e câncer de reto?
Ambos fazem parte do câncer colorretal, mas têm localização e tratamento distintos. O câncer de cólon é tratado predominantemente com cirurgia (colectomia). O câncer de reto, por estar próximo de estruturas como bexiga e esfíncter, frequentemente exige radioterapia + quimioterapia antes da cirurgia (neoadjuvância) para reduzir o tumor e aumentar a chance de preservar o esfíncter anal.
A cirurgia para câncer colorretal é por corte grande?
Não necessariamente. A colectomia videolaparoscópica — técnica minimamente invasiva — utiliza 3 a 5 pequenas incisões de menos de 1 cm para remover o segmento intestinal comprometido, com os mesmos resultados oncológicos da cirurgia aberta. A recuperação é mais rápida: internação de 2 a 4 dias vs. 5 a 7 dias na cirurgia convencional, com menos dor e retorno mais precoce às atividades.
O câncer colorretal no estágio IV tem tratamento?
Sim. O estágio IV (com metástases, geralmente no fígado ou pulmão) é tratado com quimioterapia sistêmica moderna e, em casos selecionados, com cirurgia das metástases. Os protocolos atuais — combinados com terapias-alvo como bevacizumabe e cetuximabe — melhoraram significativamente a sobrevida nos últimos 20 anos. Cada caso é avaliado por equipe multidisciplinar (oncologista + cirurgião colorretal + especialista em fígado).
Quem faz a cirurgia de câncer colorretal em BH?
A cirurgia de câncer colorretal deve ser realizada por cirurgião colorretal titulado, especialista treinado na técnica de colectomia laparoscópica e na Excisão Total do Mesorreto (TME) para câncer de reto. O Dr. Igor Reggiani é Cirurgião Colorretal com Título de Especialista pelo CBC e SBCP, e opera nos hospitais Mater Dei, Orizonti, São Lucas e Hospital da Baleia em Belo Horizonte.
Histórico familiar de câncer colorretal: devo me preocupar?
Sim. Ter um parente de primeiro grau (pai, mãe, irmão, filho) com câncer colorretal ou pólipos avançados aumenta significativamente seu risco. Nesse caso, a colonoscopia de rastreamento deve começar 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado (ou aos 40 anos, o que vier primeiro). Síndromes hereditárias como Síndrome de Lynch e PAF exigem acompanhamento ainda mais precoce e frequente.

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