Por Dr. Igor Reggiani — Coloproctologista | CRM-MG 76603 | RQE 68974
Página revisada em agosto/2026 · Ver formação e publicações
Câncer Colorretal: prevenção e tratamento em BH
O câncer colorretal é o 2º mais frequente em homens e mulheres no Brasil, com mais de 45 mil novos casos por ano. Porém, é um dos cânceres mais preveníveis: quando detectado em fase inicial, a taxa de cura ultrapassa 90%.
A colonoscopia salva vidas
A maioria dos cânceres colorretais começa como um pólipo benigno que leva 10-15 anos para se tornar câncer. A colonoscopia encontra e remove esses pólipos, interrompendo o processo antes que o câncer se desenvolva.
Quem deve fazer rastreamento?
- Toda pessoa a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas
- Antes dos 45 se houver histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos
- Portadores de doenças inflamatórias intestinais (Crohn, Retocolite)
- Em qualquer idade se houver sintomas suspeitos
Tratamento
O tratamento principal é a cirurgia para remoção do segmento afetado do intestino (colectomia), podendo ser complementado com quimioterapia e/ou radioterapia conforme o estadiamento.
Cirurgia videolaparoscópica
Quando o estadiamento permite, a colectomia é realizada por videolaparoscopia — uma técnica minimamente invasiva em que pequenas incisões substituem o corte abdominal convencional. Por meio de uma câmera e instrumentos especiais introduzidos por essas incisões, o cirurgião remove o segmento do intestino com a mesma precisão da cirurgia aberta, mas com recuperação significativamente mais rápida, menor dor no pós-operatório e retorno mais precoce às atividades, sem comprometer os resultados oncológicos.
O Dr. Igor Reggiani é cirurgião colorretal titulado pelo CBC e SBCP, com formação em cirurgia geral e coloproctologia, e experiência em cirurgias oncológicas videolaparoscópicas do cólon e reto.
Fatores de risco
- Idade acima de 45 anos e histórico familiar
- Sedentarismo, obesidade e diabetes tipo 2
- Dieta rica em carne processada e pobre em fibras
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool
- Doenças inflamatórias intestinais
- Síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar (PAF)
Câncer de cólon ou câncer de reto: qual a diferença?
O termo câncer colorretal abrange dois tipos distintos com abordagens diferentes:
- Câncer de cólon — localizado no intestino grosso (cólon ascendente, transverso, descendente ou sigmoide). O tratamento é predominantemente cirúrgico, com colectomia laparoscópica e, em alguns estágios, quimioterapia adjuvante.
- Câncer de reto — localizado no reto (últimos 15 cm do intestino grosso). Por ser mais próximo de estruturas como a bexiga, próstata e vagina, o tratamento costuma combinar radioterapia + quimioterapia antes da cirurgia (neoadjuvância) para reduzir o tumor e preservar o esfíncter.
A cirurgia para o câncer de reto exige técnica especializada: a Excisão Total do Mesorreto (TME), padrão internacional que remove o tumor junto com o envelope de gordura que o envolve, reduzindo drasticamente o risco de recidiva local.
Estadiamento do câncer colorretal
O estadiamento determina o quanto o tumor se espalhou e orienta o tratamento:
Estágios I a IV
- Estágio I — Tumor limitado à parede do intestino, sem linfonodos comprometidos. Cirurgia curativa na maioria dos casos. Taxa de cura > 90%.
- Estágio II — Tumor atravessa a parede intestinal, mas sem linfonodos. Cirurgia curativa. Quimioterapia adjuvante em casos de alto risco.
- Estágio III — Linfonodos regionais comprometidos. Cirurgia seguida de quimioterapia adjuvante (FOLFOX ou CAPOX). Taxa de cura 40–80% conforme o número de linfonodos.
- Estágio IV — Metástases à distância (fígado, pulmão). Tratamento multimodal: quimioterapia sistêmica, cirurgia das metástases em casos selecionados, terapia-alvo. Sobrevida em 5 anos melhorou significativamente com os protocolos modernos.
Tratamento por estágio
Cirurgia — colectomia videolaparoscópica
Para os estágios I, II e III (e IV em casos selecionados), a cirurgia é o tratamento principal. A colectomia videolaparoscópica remove o segmento do intestino comprometido — junto com os linfonodos regionais — por meio de 3 a 5 pequenas incisões de menos de 1 cm. Os resultados oncológicos são equivalentes à cirurgia aberta, mas com:
- Recuperação mais rápida (internação de 2–4 dias vs. 5–7 dias na cirurgia aberta)
- Menor dor pós-operatória e menor uso de analgésicos
- Retorno mais precoce à alimentação normal e às atividades
- Menor risco de complicações como hérnia incisional
Quimioterapia e radioterapia
Nos estágios II de alto risco e estágio III de cólon, a quimioterapia adjuvante (pós-operatória) reduz o risco de recidiva. Para o câncer de reto localmente avançado (T3/T4 ou N+), a neoadjuvância com radioterapia + quimioterapia é realizada antes da cirurgia para reduzir o tumor e aumentar a possibilidade de preservação do esfíncter.
Recuperação pós-operatória
Na cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica), a recuperação é progressiva:
- Internação: 2 a 4 dias para colectomias laparoscópicas sem complicações
- Retorno à alimentação: líquidos no primeiro dia, dieta sólida leve a partir do 2º ou 3º dia
- Alta hospitalar: quando o paciente está deambulando, se alimentando e sem febre
- Retorno ao trabalho: 2 a 4 semanas para trabalho de escritório; 4 a 6 semanas para trabalho físico
- Atividades físicas: liberação gradual a partir de 4 semanas conforme evolução
Nos primeiros meses, podem ocorrer alterações no hábito intestinal — maior frequência, urgência ou evacuações amolecidas — especialmente após cirurgias do reto. Esses sintomas tendem a melhorar progressivamente ao longo de 6 a 12 meses.
Local de atendimento
O Dr. Igor Reggiani atende em Belo Horizonte — Gontijo Especialidades Médicas, Av. dos Bandeirantes, 1412 - Mangabeiras. Cirurgias oncológicas são realizadas no Hospital Mater Dei, Hospital Orizonti, Hospital São Lucas e Hospital da Baleia.
Perguntas frequentes sobre câncer colorretal
Identificou algum desses sintomas?
Não espere os sintomas piorarem. Agende uma avaliação com o Dr. Igor Reggiani.
Agendar consulta