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Por Dr. Igor Reggiani — Coloproctologista | CRM-MG 76603 | RQE 68974

Página revisada em maio/2026

Fissura Anal tem Tratamento sem Cirurgia? Guia Completo

Dr. Igor Reggiani 6 min de leitura Fissura Anal

A fissura anal — uma pequena "racha" no revestimento do canal anal — é uma das condições mais dolorosas tratadas pelo coloproctologista. A dor ao evacuar pode ser intensa, queimante e durar horas depois da evacuação. A boa notícia é que a maioria dos casos tem resolução sem cirurgia.

O que causa a fissura anal

A causa mais comum é o trauma mecânico da mucosa anal, frequentemente associado a:

O problema se perpetua porque a dor provoca espasmo do esfíncter anal interno, que reduz o fluxo sanguíneo local e prejudica a cicatrização — criando um ciclo vicioso.

Fissura aguda vs. fissura crônica

Diferença importante

Fissura aguda: lesão recente (menos de 6 a 8 semanas), bordas regulares, boa resposta ao tratamento clínico.

Fissura crônica: lesão persistente com bordas espessadas, fibrose e papila hipertrófica. Menor resposta ao tratamento medicamentoso — pode necessitar de intervenção.

Tratamento clínico (sem cirurgia)

Medidas gerais

Medicamentos tópicos

O objetivo dos medicamentos tópicos é relaxar o esfíncter, melhorar o fluxo sanguíneo e permitir a cicatrização:

Taxa de cura: Com tratamento clínico correto, 70 a 80% das fissuras agudas curam completamente. Fissuras crônicas têm taxa de resposta menor, em torno de 50%.

Quando a cirurgia é necessária

A esfincterotomia lateral interna — cirurgia de referência para fissura anal — é indicada quando:

A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, geralmente em caráter ambulatorial (alta no mesmo dia). A taxa de sucesso é superior a 90%, com risco muito baixo de incontinência quando realizada por especialista experiente.

Como o diagnóstico é feito

Na maioria dos casos, o diagnóstico de fissura anal é clínico — feito na consulta com base no relato dos sintomas e no exame físico. O coloproctologista avalia a região anal com inspeção visual e, quando possível, toque retal suave. Em fissuras crônicas, é possível identificar a lesão a olho nu, com bordas espessadas e tecido fibroso visível.

Em geral não são necessários exames complementares para confirmar o diagnóstico. Colonoscopia ou retossigmoidoscopia podem ser solicitadas em casos específicos — por exemplo, quando há suspeita de doença inflamatória intestinal como causa da fissura, ou quando o sangramento persiste após o tratamento.

Alimentação e hábitos durante o tratamento

O ajuste do hábito intestinal é parte central do tratamento e, muitas vezes, faz toda a diferença no resultado. Fezes endurecidas reabrem a fissura a cada evacuação, desfazendo a cicatrização. Para evitar isso:

Em casos de constipação funcional associada à fissura, o médico pode prescrever laxativo osmótico (como polietilenoglicol) por tempo determinado — o objetivo é garantir fezes pastosas durante toda a fase de cicatrização.

O que esperar na recuperação pós-operatória

Quando a cirurgia é necessária, a esfincterotomia lateral interna é realizada em regime ambulatorial — entrada e saída no mesmo dia, com anestesia local ou raqui. O procedimento dura em média 20 a 30 minutos.

Na recuperação:

A incontinência fecal pós-operatória é uma preocupação comum dos pacientes, mas raramente ocorre quando a cirurgia é realizada por coloproctologista experiente com técnica precisa — o objetivo é incisar apenas a parte do esfíncter responsável pelo espasmo, preservando a continência.

Não trate a dor com automedicação

Analgésicos comuns podem mascarar a dor sem tratar a causa. O tratamento inadequado pode levar à cronificação e tornar a resolução mais difícil. Procure um coloproctologista para uma avaliação correta e um tratamento eficaz.

Dr. Igor Reggiani

Coloproctologista | Cirurgião Colorretal | Colonoscopista
CRM-MG 76603 • RQE 68040 • RQE 68974
Titulado CBC e SBCP

Dor ao evacuar? Não precisa conviver com isso

A fissura anal tem tratamento eficaz. Agende uma avaliação com o Dr. Igor Reggiani.

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