Diverticulite em BH: Sintomas e Tratamento

Dr. Igor Reggiani — Coloproctologista · CRM-MG 76603

O que é diverticulite e por que ela acontece?

Divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso, geralmente no cólon sigmoide — a parte final do cólon, localizada no lado esquerdo do abdômen. Quando essas bolsas existem sem causar sintomas, chamamos a condição de diverticulose. O problema começa quando uma ou mais dessas bolsas inflamam ou infeccionam: aí temos a diverticulite.

A causa principal está diretamente ligada ao estilo de vida ocidental: dieta pobre em fibras, sedentarismo, obesidade e envelhecimento intestinal. Com pouca fibra na alimentação, as fezes ficam ressecadas e o intestino precisa se contrair com mais força para movimentá-las. Essa pressão interna, ao longo dos anos, empurra a mucosa intestinal para fora por pontos de menor resistência na parede do cólon — formando os divertículos.

Estima-se que cerca de 50% das pessoas acima de 60 anos apresentam diverticulose, e aproximadamente 20% dessas pessoas desenvolverão ao menos um episódio de diverticulite aguda ao longo da vida. Em Belo Horizonte, o crescimento no número de diagnósticos acompanha a tendência nacional: a doença está cada vez mais comum, inclusive em adultos mais jovens.

Principais sintomas da diverticulite: quando se preocupar?

Reconhecer os sintomas de diverticulite precocemente faz toda a diferença entre um tratamento ambulatorial simples e uma internação de urgência. O sintoma mais característico é a dor no lado esquerdo da barriga, especialmente na fossa ilíaca esquerda (a parte inferior esquerda do abdômen). Essa dor costuma ser persistente, diferente da cólica intestinal comum.

Outros sinais e sintomas que merecem atenção incluem:

A intensidade dos sintomas varia conforme a gravidade do quadro. Em casos leves, a dor é moderada e o paciente mantém estado geral preservado. Em casos graves — com formação de abscesso, perfuração intestinal ou peritonite — o quadro pode evoluir rapidamente para abdômen agudo, exigindo cirurgia de emergência.

Fique atento: febre alta, dor abdominal intensa e de piora progressiva, rigidez da barriga ao toque ou incapacidade de se alimentar são sinais de que você precisa de avaliação médica urgente. Não espere para ver se passa sozinho.

Diverticulite aguda x diverticulose: entenda a diferença

A confusão entre os dois termos é comum, e entender a distinção é fundamental para compreender seu tratamento. Veja o comparativo:

Característica Diverticulose Diverticulite
Definição Presença de divertículos no cólon, sem inflamação Inflamação e/ou infecção de um ou mais divertículos
Sintomas Geralmente nenhum (assintomática) Dor, febre, alteração intestinal
Tratamento Dieta rica em fibras e acompanhamento Antibióticos, dieta líquida, eventual cirurgia
Risco Baixo, mas pode evoluir para diverticulite Pode complicar com abscesso, fístula ou perfuração
Precisa de cirurgia? Raramente Depende do estadiamento (Classificação de Hinchey)

Em resumo: ter diverticulose não significa que você terá diverticulite — mas requer acompanhamento e mudanças no estilo de vida para reduzir esse risco. Quando a diverticulose inflamada se instala, o cenário muda e o tratamento precisa ser individualizado.

Como é feito o diagnóstico da diverticulite?

O diagnóstico da diverticulite começa com uma consulta clínica detalhada. O coloproctologista investiga o histórico do paciente, avalia os sintomas e realiza o exame físico do abdômen. A combinação de dor no quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue) já sugere fortemente o diagnóstico.

Exames complementares utilizados

Um diferencial importante no consultório do Dr. Igor Reggiani em BH é a integração entre o diagnóstico tomográfico e a realização da colonoscopia no mesmo serviço. Após o controle da crise aguda, o paciente já sai com o agendamento da colonoscopia, sem precisar buscar outro especialista. Isso garante continuidade no cuidado e agilidade na investigação de lesões associadas.

Tratamento da diverticulite em BH: do antibiótico à cirurgia

A grande questão que mobiliza quem pesquisa "diverticulite BH tratamento" é esta: vou precisar operar? A resposta depende fundamentalmente do estadiamento do quadro. O Dr. Igor utiliza a Classificação de Hinchey como referência para tomar essa decisão de forma criteriosa e individualizada.

Classificação de Hinchey e conduta correspondente

Estágio Hinchey Descrição Conduta Habitual
I Abscesso pericólico (junto ao intestino) Antibióticos ± drenagem percutânea
II Abscesso pélvico ou distante Drenagem percutânea guiada por imagem + antibióticos
III Peritonite purulenta generalizada Cirurgia de urgência
IV Peritonite fecal (perfuração franca) Cirurgia de urgência

Tratamento conservador (sem cirurgia)

A maioria dos episódios de diverticulite aguda — especialmente os estágios I e II de Hinchey — responde bem ao tratamento clínico. As opções incluem:

Tratamento cirúrgico da diverticulite

Quando a cirurgia é necessária, o Dr. Igor Reggiani prioriza a abordagem minimamente invasiva por videolaparoscopia, técnica que reduz dor pós-operatória, tempo de internação e risco de complicações. As principais indicações cirúrgicas incluem:

Um aspecto que diferencia o trabalho do Dr. Igor é o foco em preservação intestinal e redução da taxa de colostomia definitiva. Sempre que as condições clínicas permitem, a anastomose primária (reconexão do intestino na mesma cirurgia) é preferida à colostomia, preservando a qualidade de vida do paciente.

Quando a cirurgia de diverticulite é necessária?

Esta é, sem dúvida, a pergunta mais frequente de quem chega ao consultório com diagnóstico de diverticulite em Belo Horizonte. De forma direta: a maioria dos pacientes não precisa operar. Estudos mostram que cerca de 75% dos episódios agudos são manejados com tratamento clínico.

No entanto, a cirurgia torna-se necessária — e não deve ser postergada — nas seguintes situações:

A decisão cirúrgica eletiva é tomada em conjunto com o paciente, considerando idade, comorbidades, qualidade de vida e preferências pessoais. Não existe fórmula única — existe avaliação individualizada.

Dieta na diverticulite: o que comer durante e após a crise

A alimentação é parte fundamental tanto do tratamento quanto da prevenção da diverticulite. As recomendações mudam conforme a fase da doença:

Durante a crise aguda

Após a resolução da crise

Sobre sementes e castanhas: evidências científicas mais recentes não confirmam que nozes, pipoca ou sementes desencadeiem crises de diverticulite. A restrição absoluta desses alimentos não é mais recomendada de forma universal — mas cada caso deve ser avaliado individualmente com o especialista.

Como prevenir novas crises de diverticulite?

Após a resolução do quadro agudo, o objetivo é evitar recorrências. As estratégias mais eficazes incluem:

Está com dor no lado esquerdo do abdômen, febre ou alteração do intestino? Agende sua consulta com o Dr. Igor Reggiani, coloproctologista em BH, e receba avaliação especializada para saber se a sua diverticulite pode ser tratada de forma conservadora ou se precisa de intervenção — sem enrolação, com diagnóstico claro.

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